Projeto de Pesquisa - Gestão de Instituições de Ensino

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Tabela de conteúdo

Título Completo

Gestão de Instituições de Ensino: uma proposta pedagógico-administrativa

Objetivos

Objetivo Geral

Analisar o modelo de gestão administrativa e pedagógica de Instituições de escolares, nos três níveis de Ensino – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, visando compreender sua dinâmica de atuação na sociedade contemporânea e, em decorrência, propor um conjunto de intervenções administrativo-pedagógicas, que possam fortalecer sua inserção na comunidade escolar paranaense.

Objetivos específicos

  • Analisar a cultura que permeia as Instituições escolares.
  • Analisar como se estabelecem as relações de poder no interior dessas organizações.
  • Identificar os diferenciais competitivos que as destacam das demais Instituições Educacionais.
  • Elencar os processos estratégicos das Instituições Escolares identificando seus pontos de estrangulamento.
  • Aplicar a Avaliação Institucional como ferramenta de auxílio à administração das Instituições escolares que buscam a melhoria da qualidade de ensino.
  • Implementar a Gestão da Qualidade como um conjunto de atividades coordenadas usadas para dirigir e controlar uma organização com base nas políticas e diretrizes estabelecidas no Planejamento Estratégico.
  • Conhecer e utilizar o Marketing como uma ferramenta de gestão, visando estar em sintonia com o mercado, seu público-alvo, desenvolvendo trocas satisfatórias nas quais ambos os lados se beneficiam.
  • Utilizar sistemas e tecnologia da informação visando facilitar o gerenciamento, o atendimento a clientes e fornecedores – pessoalmente ou por meio de disponibilização de ambientes on-line.
  • Implementar Programas de Educação Continuada nas instituições Escolares.
  • Traduzir a filosofia organizacional e de educação por meio do Projeto Institucional e Pedagógico.
  • Propor um projeto para reorganização administrativa e pedagógica da Instituição e o trabalho em redes.

Introdução

Quando se analisam o sistema educacional e a vida dentro das salas de aula na atual sociedade, torna-se necessário abrir inúmeras perspectivas de análises. Dizer e assumir que as sociedades contemporâneas são muito complexas tem-se transformado em definição e tópico comum e compartilhado. A palavra crise já aparece como uma das mais peculiares muletas no vocabulário de qualquer analista. Com pouco esforço pode-se perceber que os postos de trabalho, as relações sociais e as interações interpessoais sofrem modificações com grande rapidez; que, com bastante freqüência, somos forçados a adquirir novas competências, a desenvolver outras habilidades, a mudar rotinas e condutas que eram consideradas normais e típicas até o momento.

Diante disso, torna-se imprescindível prestar atenção às trajetórias econômicas, aos modos pelos quais o capitalismo está sendo reestruturado e, sobretudo, à evolução do mundo das comunicações, por meio do vertiginoso desenvolvimento de novas tecnologias informáticas. Esse contexto coloca enormes desafios para a sociedade, e como não poderia deixar de ser, também para a educação. Para Santomé (2003, p.26):

"A economia e as transformações promovidas pelo atual capitalismo em seus modos mais selvagens, já que os modelos de sociedade socialista foram praticamente silenciados e não servem mais para moderar e nem dissimular o autêntico rosto do capitalismo, explicam em grande parte a reestruturação e a reforma dos sistemas educacionais e, logicamente, o trabalho dos professores e professoras. Em uma reestruturação do capital tão importante, é óbvio que o sistema educacional também seria afetado. Pode-se dizer que ele está sendo submetido às mesmas regras que regem a esfera da produção e do comércio. Isto é provado pela forma como as verbas são cortadas e, no caso de países que já contavam com orçamentos muito reduzidos, que é o nosso caso, não ocorreram aumentos que pudessem possibilitar a melhoria da qualidade da educação que o setor público, o Estado, deve oferecer aos cidadãos".

O problema da educação não é, como visto, um problema isolado. Acha-se estreitamente relacionado aos impasses de fundos vividos na economia, na política e na cultura, na crise da ética e da religiosidade. Prende-se a estrangulamentos de natureza estrutural, com raízes na própria formação histórica de nosso país. Além disso, Gandin alerta-nos que:

"as sociedades, as culturas sempre estão em algum tipo de crise. Sempre lutam, em seu interior, forças de conservação e forças de renovação. Sempre, em maior ou menor grau, há formas culturais que funcionam e modos de viver que são contestados. Periodicamente, há grandes crises na humanidade no sentido de que a hierarquia de valores mais importantes é questionada e, mais do que isto, de que esta hierarquização já não resolve os problemas que a sociedade apresenta; melhor dizendo: a falta de clareza sobre a hierarquia de valores aceitos, cria mais problemas do que se pode resolver com os valores disponíveis (GANDIN, apud DOCUMENTO da CNBB..., 1992, p.61). Considerando tal reflexão, pode-se afirmar que a educação, pela sua própria natureza, é um setor da atividade humana que se ressente profundamente diante de tais crises. Sua característica de transmitir o que é dominante na sociedade faz com que ela se desoriente quando esta mesma sociedade apresenta conflitos mais graves."

Algumas das reflexões de Santomé (2003) evidenciam com clareza tal situação. Segundo o autor, a partir das opções ideológicas mais capitalistas e neoliberais, defende-se e tenta-se impor um modelo de sociedade em que a educação e as criações culturais em geral acabem reduzidas a mais um bem de consumo, a mercadorias, que dissimulam as redes econômicas e os interesses políticos que se escondem por trás dessa posição mercantilista. Prossegue o autor argumentando que:

"Essa ocultação da transformação do sistema educacional em um grande shopping center é acompanhada de abundante publicidade e de discursos demagógicos sobre a defesa da liberdade, das vantagens de ser "apolítico" e neutro quando, ao mesmo tempo, os setores mais conservadores e ultraliberais, mesmo antes de acabar de realizar esse tipo de pronunciamento, já estão exigindo verba pública para suas propostas privadas de educação e outros negócios ocultos sob rótulos culturais (SANTOMÉ, 2003, p.3):

Diante disso, os gestores da educação passam grande parte de seu tempo “apagando incêndios” e são forçados a reservar um tempo mínimo para a geração e o desenvolvimento de ações estratégicas. No entanto, houve empresas que usaram a crise a seu favor e perceberam que podiam vender tecnologia educacional para escolas menores, principalmente em um período de concorrência acirrada. (COLOMBO, 2004).

É essa constatação que justifica a presente linha de pesquisa, onde visamos o estudo da Instituição escolar nos seus múltiplos aspectos. Os passos para o desenvolvimento da linha pesquisa são os seguintes:

  • Instituir um professor que coordene a linha de pesquisa;
  • Verificar junto ao Corpo Docente da Instituição quem tem formação e interesse em trabalhar com a linha de pesquisa;
  • Abrir a pesquisa para 11 alunos da Graduação e 11 alunos da Pós-Graduação;
  • Selecionar escolas para estudos ;
  • Propor Projetos de Intervenção para todas as Instituições estudadas;
  • Propor consultoria para Instituições de Ensino (alunos com supervisão direta do Professor-orientador)

Delimitação da Problemática

A questão da mudança organizacional vem sendo amplamente abordada, principalmente considerando-se a intensa velocidade com que a tecnologia da informação vem impactando nas maneiras de organizar o trabalho e a produção. Para oportunizar que ações sejam incorporadas nas práticas organizacionais, as diferentes teorias da aprendizagem organizacional sugerem que sejam investidos esforços de reestruturação, que vão desde alterações de comportamentos mais arraigados, em nível cultural e político, até aquelas mudanças de superfície ou de estrutura formal. A mudança traz o risco de desaparecimento, mas em contrapartida traz a oportunidade de crescimento e desenvolvimento. Nessas condições, novas formas organizacionais começam a proliferar para responder às exigências socioeconômicas. Para os dirigentes de empresas, é importante a análise dessas formas organizacionais, os administradores devem, então, ser observadores infatigáveis dos agentes de mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais. Devem, ainda, esforçar-se para assegurar ou garantir uma situação de equilíbrio entre as exigências do presente e do futuro, sem deixar de lado os valores e a missão da empresa.

Dessa forma, em face das exigências de um mercado competitivo e instável, percebe-se que os modelos de gestão evoluíram, assim como a idéia de que as organizações aprendem com os constantes processos de mudança e começam a criar competências para lidar com a instabilidade ambiental.

Não se pode esquecer, no entanto, que as ações e experiências de transformações podem falhar por entrarem em choque com as crenças e pressupostos que as pessoas conservam, impedindo, assim, a mudança e a aprendizagem organizacional. Daí a necessidade de repensar também as estratégias de gestão. O que se observa é que as transformações que estão ocorrendo no mundo dos negócios, a globalização e a competitividade estão conduzindo as empresas a horizontalizar e substituir seus modelos de gestão. Nesse esforço, o trabalho cooperativo em redes ganhou espaço como forma de organização de trabalho. Passou a ser uma questão de sobrevivência organizacional revisar as estratégias, incluindo o foco no cliente, o sistema de informações gerenciais, o acompanhamento da cultura e do clima organizacional.

"Na atual economia globalizada, em que o ritmo do desenvolvimento é rápido, ninguém fica melhor e mais veloz sozinho. A inovação vem de relacionamentos significativos com outras empresas. É o que afirmam John Hagel e John Seely Brown em Your Next Business Strategy (ed. Harvard Business School Press). A economia mundial oferece oportunidades de criar redes de relacionamento com empresas de pensamento semelhante, não só para compartilhar recursos, mas também para aprender conjuntamente (HYDE, LANDRY e TIPPING, 2005)."

Nesse sentido, Senge (1990) sugere que a organização crie um ambiente de aprendizagem constante, pois precisamos utilizar todos os recursos disponíveis para transferir conhecimento, o qual não pode ser domínio de poucos. Multiplicar o conhecimento em toda a organização passa a ser um fator estratégico à compe-titividade do negócio.

Assim, a gestão deve ser orientada para uma visão global dos negócios da organização, bem como ter presente seus objetivos macro, planos estratégicos, competências necessárias para que a organização mantenha a sua competitividade.

Diante do exposto o problema de pesquisa é o seguinte:

  • Como sugerir propostas de intervenção administrativo-pedagógicas para as Instituições de ensino de forma a fortalecer sua inserção na comunidade escolar paranaense?

Metodologia

Neste capítulo, apresenta-se a metodologia que utilizada que pretende sugerir propostas de intervenção administrativo-pedagógicas para as Instituições de ensino de forma a fortalecer sua inserção na comunidade escolar paranaense?

Este trabalho de pesquisa caracteriza-se como um estudo fenomenológico, em que a realidade não é tida como algo objetivo e passível de ser explicada como um conhecimento que privilegia a interpretação em termos de causa e efeito. A realidade é entendida como aquilo que emerge da intencionalidade da consciência voltada para o fenômeno. A realidade é o compreendido, o interpretado, o comunicado (GIL, 1999).

O método fenomenológico, tal como foi apresentado por Edmund Husserl (1859-1938), propõe-se a estabelecer, em base segura, liberdade de proposições para todas as ciências. Sua fundamentação considera que "as certezas positivas que permeiam o discurso das ciências empíricas são 'ingênuas'. A suprema fonte de todas as afirmações racionais é a 'consciência doadora originária'" (HUSSERL apud GIL, 1999, p.4). Daí a primeira e fundamental regra do método fenomenológico: "avançar para as próprias coisas". Por 'coisa' entende-se simplesmente o dado, o fenômeno, aquilo que é visto diante da consciência.

A fenomenologia não se preocupa, pois, com algo desconhecido que se encontre atrás do fenômeno; visa apenas ao dado, sem querer decidir se este dado é uma realidade ou uma aparência: haja o que houver, a coisa está aí. Dessa forma, o método fenomenológico não é dedutivo nem empírico. Consiste em mostrar o que é dado e em esclarecer esse dado. Não explica mediante leis nem deduz a partir de princípios, mas considera imediatamente o que está presente à consciência, o objeto. Conseqüentemente, tem uma tendência orientada totalmente para o objetivo. "Interessa-lhe imediatamente não o conceito subjetivo, nem uma atividade do sujeito, mas aquilo que é sabido, posto em dúvida, amado, odiado, etc." (BOCHENSKI, 1968, p.137, apud GIL, 1999).

O intento da fenomenologia é, pois, o de proporcionar uma descrição direta da experiência tal como ela é, sem nenhuma consideração acerca de sua gênese psicológica e das explicações causais que os especialistas podem dar. Para tanto, é necessário orientar-se ao que é dado diretamente à consciência, com a exclusão de tudo aquilo que pode modificá-la, como o subjetivo do pesquisador e o objetivo que não é dado realmente ao fenômeno considerado.

Equipamento

  • Biblioteca;
  • Espaços para orientação;
  • Computador
  • Livros novos de gestão;
  • Periódicos

Cronograma

Mês

Atividades

Janeiro

Indicação do Professor coordenador da equipe
Reunião do grupo para o estabelecimento de diretrizes.

Fevereiro

Início do Projeto de Pesquisa: Formulação do Problema, Objetivos, Justificativa e Organização do estudo.

Março

Pesquisa Teórica.

Abril

Pesquisa Teórica.
Metodologia.

Maio

Instrumento de coleta de dados.
Aplicação.

Junho

Análise dos resultados da pesquisa.

Julho

Férias.

Agosto

Conclusão e Projetos de intervenção.

Setembro

Aplicação dos Projetos de Intervenção.

Outubro

Aplicação dos Projetos de Intervenção.

Novembro

Seminário para apresentação dos Projetos desenvolvidos. (aberto à Comunidade Científica) Produção de artigos científicos.

Dezembro

Publicações dos trabalhos realizados.

Publicações

  • artigos para revistas: no mínimo 5 artigos
  • número de publicações: 22 publicações
  • número de propostas de trabalho: 22 trabalhos
  • número de eventos: 2 eventos ( 1 evento para qualificação do projeto de pesquisa e 1 evento para a divulgação dos trabalhos realizados).

Recursos

  • Humanos: 1 coordenador da linha de pesquisa e 3 professores orientadores;
  • Materiais: Sala de orientação, computador, livros novos;
  • Financeiros: Hora-aula do professor orientador; bolsa de apoio à Iniciação Científica

Captação de Recursos

  • Prefeitura Municipal de Curitiba e Região Metropolitana
  • Governo do Estado do Paraná
  • Consultoria ministrada pelos professores da Instituição FACEL
  • Cursos de Educação Continuada promovidos à Comunidade educacional
  • Cursos de Pós-Graduação oriundos das pesquisas.

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